Wednesday, November 18, 2009

Previsão do Tempo







Disseram aqui
Que o lado de lá é diferente
Se eu tiver de ir
Agora
Não sei o que vai dá
Se vai dá pé
Se vai dá pé fazer bom tempo

Não to nem ai
Eu vou mergulhar inconseqüente
Da queda se anunciar
é hora
E sei que não vai dé
Se vai dá pé?
Não vai dá pé
È novo tempo

Voar
Vou
Por novos ares e céus
De intempéries e dias ensolarados
Azul e o acinzentado

Friday, September 18, 2009

Clarissa

ps.:Para quem vai chegar jajá







Aproveita que esse é o tempo de sonhar
Depois não há
Nem tempo pra ilusão
Se espreguiça nesse balançado
Nos braços
Do tempo pai

“Close em mim to na televisão
Uma heroína surpreendente”

De gagau
Chupeta
Frauda
Boca de couro não se rasga
Filha! Ó!
O Au-au
Estrela
Quintal
O mundo é tão diferente

To de mal
Surpresa
Besteira
É festa!

Tuesday, April 14, 2009

Casa Transparente



Ah...
Essa vontade de viver
Como quem mora na canção
Abrindo portas transparentes
Mãos, corpo
E pensamento

ó
Quem já provou o caminhar
Por tais caminhos
Loucos
Quem já ousou confabular
Sobre destinos

Não vai aturar
Conviver
Trafegar
Numa estrada de vida pouca
Onde o futuro é um só

Eu
Que nem sequer te consultei
Sobre a mobília da canção
Mostro-te a casa reticente
Cor,
Canto,
Transparente

Monday, March 23, 2009

No copo D'Água



Um dia muito nublado tinha passado, não choveu por pouco, mas a noite é a hora de desafogar esta intenção de um dia inteiro de nuvem. Pois bem, como tinha imaginado veio chuva no fim da noite, e ficou indo e voltando no período de uma madrugada. Antes teve trovões, e estes não foram fracos. Sabe aquela vontade de correr dali e se esconder nos braços de alguém? Eles trovejavam tão alto e por tantos motivos abSurdos, que até ensaiei ponderar com Tupã: "este trovejar não é legítimo". Ele pouco escutou. Era tanto barulho que havia no rufar dos seus tambores. Vi neblina... Relampejou e choveu.



Wednesday, March 18, 2009

Esclarecimento de Autor



Às vezes é a vontade que bate, ou quando aparecem a chamar atenção: Rascunho.Tento descrever aquilo tudo. Interpretação de uma vida que tomei pra mim, sem me eximir do choro, riso ou dor...Quero explicar que não faço de propósito, não há intenção por trás, caso eu não as digam, simplesmente sou tomado por ulcera dilacerante. Quando não há o que. Não digo; por isso percebo mais reticências que et cetera. Afinal tem tanta palavra no céu de rede sem fio, tanta informação de fibra ótica por baixo da terra, que escutar é mais necessário. Captar e se lambuzar no mel e fel. Na vida...



Saturday, March 07, 2009

Labirintite



em volta o lar
birinto
de escoras e cacos
de tudo
em vácuos há
que não sinto
alma de coisa
paira
a espreita
estreita e fria
morta jaz
em tumba de alvas
paredes
tudo
em cada canto é sóbrio
e servo
em pura geometria
como não é
o homem
labirinto de perder-se
sempre
em túneis sem fim que não se tocam

mais.


Poesia, letra: Clarrissa Yemisi
Música: Erick de Almeida

Wednesday, January 28, 2009

Pintura Concreta



Em qualquer estrada
Teu rumo conserva
É de cada um a direção
Agora é tua vez
Concretizando promessas, concretizando...
Concretizando
Mil cores, um quadro
A mão que pincela
Usa o indicador da tua mão
Para mostrar o talvez
Expõe tua cor na conversa, concretizando
Concretizando.

Pintura concreta
Concreta em Creta
Vai, diz teu destino agora